segunda-feira, 27 de junho de 2011

Restaurando os verdadeiros valores

           No inicio deste ano Casey Heynes, um garoto de 13 anos, ficou mundialmente conhecido por ter revidado a uma investida de outro garoto de sua escola, Milhares e milhares de mensagens de apoio foram enviadas ao garoto que representava a resposta de muitas pessoas que em suas infâncias sofreram com as investidas maldosas de pessoas que se aproveitavam das fraquezas dos outros para seu próprio entretenimento. A verdade é que em algum momento da nossa vida sofremos algo semelhante e fazemos outras pessoas sofrerem apenas porque podemos fazê-lo.
             Em um mundo de ironias e disparates na TV o próprio humor se tornou cada vez mais ácido, um exemplo disso é o enorme acervo de filmes, séries, programas de TV, desenhos infantis que trazem ao telespectador o simples prazer em escarnecer do próximo provam mais uma vez: o ser humano tem prazer em ver seu próximo sofrer.
            Essa inclinação doentia em se ter prazer com o choro alheio não é “privilégio” da atualidade. Ao olharmos para os últimos momentos de Cristo vemos diversas cenas de terríveis atos de covardia e ignorância, algo frequentemente comum em nossos dias, após Jesus ter sido preso injustamente, Pilatos interroga Jesus e não achando nele crime manda açoitá-lo na esperança de que a multidão enfurecida decida soltá-lo, neste momento eles diziam:

            “E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura.
E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas.”(João 19:2 e 3)
           
            Após este ato de humilhação, mais uma vez foi levado à multidão para que o soltassem, devido a sua evidente inocência perante seu juiz, mas o povo disse:
           
            Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus.”(João 19:6 e 7)

            Você já reparou, na ironia que acompanha esses momentos de humilhação? Na injustiça que se instaura nos momentos do escárnio? Cristo, estava sendo esbofeteado e ridicularizado com a verdade, era um rei, mas os soldados o coroavam com a zombaria de um criminoso, era o filho de Deus e pela cegueira dos homens era condenado por ser o Salvador deles próprios.

            Quantas vezes nos iludimos que pelo fato de sermos boas pessoas o mundo nos recompensará, quando na verdade as maiores calamidades são feitas justamente aos que se destacam pela bondade e boa índole. Algum dia já foi ridicularizado por ser honesto? Já foi “xingado” de “santo” por querer fazer a coisa certa enquanto outras pessoas planejavam fazer o errado? Rebaixado como um covarde por incentivar a paz quando o conselho dos maus pregava a discórdia? Se a resposta for sim, então você por um momento teve a chance de entender a frase de Jesus: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...” (Lucas 23:34)

             O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu. (Marcos 14:61 e 62)

            Cristo suportou todas aquelas coisas porque ELE sabia quem ELE era. Sabia que o que fazia era o certo e não se intimidou ao Dizer a verdade aos seus agressores e quando foi questionado. Se hoje você é agredido, banalizado, ridicularizado por querer fazer o que é certo lembre-se: Cristo também foi e venceu seus inimigos e um dia, esse mesmo Cristo, que hoje vive vai voltar e vai revelar as ironias que a vida deixou e mostrar aos maus as coisas que hoje eles não conseguem entender devido a sua cegueira e a verdadeira recompensa das coisas certas será atribuída a seu devido valor. Assim como Cristo venceu as humilhações desta terra e foi Glorificado pelo pai, se nos entregarmos a graça de Cristo e vestirmos as suas vestes as nossas humilhações serão recompensadas pela glorificação de Cristo em nós.   
        Sem mais, me despeço com o conselho de Paulo:
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
Colossenses 3:12